leviathan
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Kruger, usa a sua arte em forma de slogans, para questionar tanto as forças politicas, como as sociais na realidade que a rodeia.
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   A psicologia dos meus ocultos, paixões e encontros da minha ficção. Nada é o que parece, tudo é equipotente...

fevereiro 28, 2008



tree3.JPG


Esta imagem que suplicia a consciência,
Mergulhar em agua turva, fazer da poluição vida.
Sumptuoso, é o requinte da palavra,
Do maldito ser.
Maldito...
Maldito olhar que ateia o mundo.
Que mãos fogosas de nada almejar
Que alma eloquente de nada sentir
Amor sem sentença
Amar sem amar!



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agosto 14, 2007



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A palavra que nunca acaba, que se tinge em tons de imensidão: amor!
Fechamos os olhos, narrei-te a natureza, o vazio do homem, o silencio, a distancia imprecisa das coisas. Tudo começa, tudo acaba, com o ardor... das almas.
Abraço-te, é um aperto. Querer. Desejo. As entranhas são ventos. A mente é tempo. O olhar é momento... e o olhar para na mente, sempre que te vejo!
O teu cheiro, esse teu odor que enlouquece, meus lábios procuram esse caos, de te possuir. Minhas mãos cheias de vida, de te tocar no ventre.
Acordei com a certeza, aprendi a sorrir mesmo com o corpo dormente. Saber que a luz esta bem embrenhada no meu corpo.
És tu que me incendeias, que tornas este corpo abrasivo. És tu que me fazes sentir desejado. És tu que sonhas ao meu lado. És tu... És tu que eu amo!



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fevereiro 10, 2007



hopper.jpg

My immortal beloved
Sun of every morning,
View or quest of my day.
I should not doubt or pray
For something i have become.
Thy line i'd created,
In words and self-preservation;
My shoulders cannot hold
This tide of pain and sorrow,
For loving without a face
Walking on shadow that mine is not.
Vexed the music, the stars
The sight of love and colour,
There's death and flowers
At this cradle called end.



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janeiro 19, 2007



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De tanto bater, o meu coração
Parou.

Respirei-te em odor de sexo
Saliências delgadas, corpo híbrido
Navego por tormentos de terra
Em Sagres,
Perco-me em representação
Descoberta dos sentidos, teus
As flores do mal
Que me faz de vontade.

Venus amada pelo abismo
O amor vestido em pecado
È gula,
O teu olhar...
Fulge cada transição de tempo
Viajei no eterno Dezembro.
Os beijos são auroras de cada sorriso
A libido que semeia o mar morto
A praia, a fonte, de Pessoa sonhador
A carne é chuva da verdade.

Em Sagres,
Perco-me em representação
Sou adamastor pungente
Corja, poeta de sombras
Amante do Sol que nunca morre.
E amar-te é imaginação
Cessar a dor em outrem
Cessar...
E o meu coração parar.




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agosto 30, 2005


Paixão relutante


lowtide.jpg

Espelhos...
Desfragmentado, pintado por uma dor imaginada.
Real. Avassalador. Universo criado de sombras, olhares de medo, um perecer sem cor. Toco a agonia, melodia de noites de saudade. Unidade de um vazio que espreita.
Espalhado pela casa, sentado no epicentro de mim. Frames. Imagens. Bato asas em formas da minha queda.
O grito, a lágrima de não te possuir, a brisa do horizonte...
Corremos, sem destino, fúria de viver de mão dada. Recito a natureza ao teu ouvido, cumprimos com a obrigação de amar. A lucidez, explorada nos corpos. O desejo saciado, sem condenação do tempo, um brilho eterno a dois.
Afasto-me. Fujo com a madrugada que nos consome, com a visão dos beijos requintados. Os cabelos soltos, furtivos. O fôlego de te ver já longe, flui no corpo, inunda o coração. Tremo. Luz de um anseio violento, incerto. Castrado, por egoísmo de coitados. Caminho pela paixão relutante.
Anatomia do romance, entregue aos pormenores, aos limites despidos de amarras.


[* Imagem de Robert and Shana ParkeHarrison ]



Publicado por ir_plagio em 09:22 PM | Mostra o poder dos teus sentidos (1)

agosto 20, 2005


Vida que sou


forestbed1.JPG

Canibalismo em plano de fundo. Danças de corpos mal amados, endorfinas da loucura. Estímulo nos pulsos, aceleração da metamorfose de um eu altivo. Devaneio de uma alma salgada, vida foste que não de mim regada, sonho imaginado jamais sentido.
Peregrino, dou passos de um idealismo sem nome, mensagens de um fim impessoal.
Arde-me o desejo de tocar, de cortar os olhos e viajar, no carnal. Vicios. Tormentas. Queda livre nos cheiros, nos odores de outrem.
Perdição, nas palavras amantes que vou trocando, nos olhares vulneráveis que não me fogem. Sou um acto temporalizado, realizado em sonhos que me constroem. A paixão, o encontro que me assola, nem o negro o desvanece. Farto de sentir, sem firmamento, de ter um lugar longínquo onde o raiar do sol não me aquece. Onde os beijos e caricias não são substantivos, apenas doces e puros, adjetivos.
Irei descobrir...
Testemunho da vida que sou, perderei o medo de não existir!


[* Imagem de Robert and Shana ParkeHarrison ]



Publicado por ir_plagio em 12:14 PM | Mostra o poder dos teus sentidos (2)

julho 07, 2005


Libertação, o último acto


klaus2.JPG


Sedução nas palavras, a libido saciada no romance de espelhos.
O tempo eleva-se, corto os estimulos em anatomia de pontos.
Amarras, virtuosismo, decadência ébria. Causalidade da luz, inalo a frenética dispersão.
Contínua tristeza, insana quimera perpetuando a vontade.
Cego por fenómenos que não controlo, imagino o nosso encontro, argumento para uma paixão descontrolada. A plenitude desejada, representação da maresia vulnerável.
Inventei personagens, fui arte em objecto encontrado.
Sucessão infinita, vicio de alimentar a alma, rasgar a realidade num quadro.
Grito de libertação...
Verocidade de um coração sufocado, utopia de chorar sem lamentos, de viver em teus enredos.

[* Fotografia de klaus Mitteldorf ]



Publicado por ir_plagio em 02:50 AM | Mostra o poder dos teus sentidos (4)

julho 01, 2005


Levo-te o vazio


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(Evening on Karl Johan, de Edvard Munch)

Procurei-te na noite, nos hábitos que te tornou um vício. Vezes sem conta captei o teu olhar por entre realidades distantes. Separados. Cúmplices. Desconhecidos. Estranha conecção... desenhei o teu rosto, imaginei o teu corpo, mesmo estando de costas para o teu encontro.
Enamorei-me pela tua estória, que me contas ao longe, numa linguagem corporal que me seduz. Criamos um vale de emoções, por entre sorrisos e uma timidez demente. Não sou obsessivo, preza-me estas desfigurações do romantismo clássico, de te mostrar as sombras, as várias faces do meu corpo. O rio urbano uma vez nos cruzou, em direcções opostas, como água, um choque frontal violento.
Avassalador, sem palavras, construímos uma intimidade. Não sei o porquê de não pegar em tua mão, de te falar e abraçar num ritual normalizado. Fatalidade da minha juventude, talvez, o rugido do ser independente, do acreditar que a maravilha das coisas não se esgota. Nem o nome direi, enfrentarei a inevitabilidade que nunca poderei te amar, que as nossas vidas nunca mais se vão cruzar. Livres de presunção, memória ou conhecimento, a ruptura de nós com um horizonte combinado, esse mesmo, onde o sol nasce e morre.



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junho 21, 2005


Morte no silêncio VI


kandinskycompVI.JPG
(Composition VI, de Kandinsky)

O bailado da morte com o real. O abstracto puro, entrega da representação finita. Tumultos, focos desencadeados, por anos de psicologias aplicadas, por formas que quero ver, sentir. Teatro, levado a colidir com os centros, a renascer com as linhas.
Notas, presunções, tumores que preenchem o peito. Um vigor dos meus feitos, chuva... Suavemente, converge na ilusão, aumentando o volume, a ausência. A babilónia dos meus sentidos imerge, recalca a inocência.
Gravidade da mente, luminescência da minha sombra. Predador, coração abraçado, por cores de trovoada.
O negro, imaginado azul, de estrelas faz a prosa. Os gritos das matérias. Formas do silêncio, escondo-as em mim, mãos vazias do mundo, do amor que preza as feras.
Estremeço com a ausência, sinto falta...
Vi o sangue que nos faz, as emoções que nos une, os sinais, o tempo. Medo, auroras da natureza, do canibalismo de imagens.
Morte no silêncio, sua moldura floresce no conceito, causa e efeito. Ciência!



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junho 17, 2005


Erosão


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mitteldorf-klaus-02.jpg

Erosão, árvores moribundas, tecidos orgânicos poluídos. Construções em carne, cores em cinza simuladas. Mutilados, sangue fútil derramado, qual vale de pecados iluminado.
As entrevistas, a trigonometria do calculismo, em bases de ilusionismo singular.
Pedintes, presos em planos sobrepostos, em trajectos sem gula. Relações pendentes, desejos crispados.
A imaginação, na viagem, nos espaços do amor compreendido. As paixões que nos vendem. Frequências, emoções de olhos vendados. Em horas mortas, testemunho de um mar saliente. A fotografia perdura...
O vento que nos toca, deambula nos pensamentos mais ternos. Engolidos na areia, nos medos, nas caras desfocadas que perduram no parapeito.
A dor que elejo...


[* imagens do fotógrafo Klaus Mitteldorf]



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